quinta-feira, 24 de julho de 2008

Lembrança..


Enquanto todos pensavam no amanhã
Ele ainda tinha muito o que fazer

Seus atos falavam mais alto que qualquer palavra
Sem tempo pra se preocupar
Sem tempo pra ficar mal

Não vou deixar você morrer
Na lembrança e sempre vai dizer
que você passou por aqui e fez muita gente sorrir

Hoje eu parei pra me lembrar
Pra tentar fazer você viver
E sempre vai ser mais um de nós
Coisas que eu nunca vou esquecer

Aqui viver é tudo o que você tem que saber
Vou fazer tudo, sem dizer nada

Seus atos falavam mais alto que qualquer palavra
Sem tempo pra se preocupar
Sem tempo pra ficar mal

E pra onde foi, eu sei que nunca vai voltar
E a gente fica aqui, mas temos que continuar

Hoje eu parei pra me lembrar
Pra tentar fazer você viver
E sempre vai ser mais um de nós
Coisas que eu nunca vou esquecer

(Uma canção de Houdini)

Os seres de luz quando deixam a Terra.. deixam para se transformarem em estrelas no céu.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

No tabuleiro da baiana


No tabuleiro da baiana tem
Vatapá, caruru, mungunzá, tem umbu
Pra Ioiô
Se eu pedir você me dá
O seu coração, seu amor
De Iaiá

No coração da baiana também tem
Sedução, canjerê, candomblé, ilusão
Pra você

Juro por Deus, pelo Senhor do Bonfim
Quero você baianinha inteirinha pra mim
Mas depois, o que será de nós dois
Seu amor é tão cruel, enganador

Tudo já fiz, fui até um canjerê
Pra ser feliz, meus trapinhos juntar com você
Mas depois, vai ser mais uma ilusão
No amor quem governa é o coração

(Ary Barroso)

Havia séculos que não escutava essa música.. gostei tanto de relembra-la.. tocou no rádio..quando tava saindo para almoçar.. foi o resto do dia com ela na cabeça... rs

domingo, 20 de julho de 2008

Amigos


Me pego olhando
As janelas da alma humana
Vejo uma coisa inexplicável
A felicidade daquele que ama
Uma alma que hoje eu sei que tem cor
Porque nela mora a amizade,
Os amores e a positividade...
Uma alma que compartilha
A verdadeira necessidade
De dissipar esse puro amor...
Certo como o sangue a correr pelas veias
Sentindo a reciprocidade que se faz plena
Certo como o sonho que se torna real
Que se eterniza e que se faz luz
Certo como uma realidade
Que se encontra através de AMIGOS...

(Poema escrito pelas amigas.. Aline Cristiane,Brunna Pereira,Gabriela Vaz, maiara Guedes, Lais Monteiro,Natalia Oliveira,Paula Hanser,Vanessa Serafim)

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Sou mais eu porque sou você


Mar sob o ceu
Cidade na luz
Mundo meu canção que eu compuz
Mudou tudo agora é você

A minha voz que era da amplidão
Do universo, da multidão
Hoje canta só por você

Minha mulher
Meu amor
Meu lugar
Antes de você chegar
Era tudo saudade
Meu canto mudo no ar
Faz do seu nome hoje um céu
Da cidade

Lua no mar
Estrelas no chão
Aos seus pés entre as suas mãos
Tudo quer alcançar você
Levanta o sol do meu coração
Já não vivo nem morro em vão
Sou mais eu porque sou você

(Orfeu - Cidade Negra)

Comecei meu dia com esta música muito linda e me fez lembrar a história de Orfeu..

Na mitologia grega, Orfeu era um poeta e um músico, filho da musa Calíope. Era o mais talentoso músico que já viveu. Quando tocava sua lira, os pássaros paravam de voar para escutar e os animais selvagens perdiam o medo. As árvores se curvavam para pegar os sons no vento. Ele ganhou a lira de Apolo — alguns dizem que Apolo era seu pai.

Ele foi um dos 50 homens que atenderam ao chamado de Jasão, os argonautas, em busca do Velocino de Ouro. Acalmava as brigas que aconteciam no navio com sua lira. Durante a viagem de volta, Orfeu salvou os outros tripulantes quando seu canto silenciou as sereias, posteriormente responsáveis pelos naufrágios de inúmeras embarcações.

Orfeu apaixonou-se por Eurídice e casou-se com ela. Mas Eurídice era tão bonita que, pouco tempo depois do casamento, atraiu um apicultor chamado Aristeu. Quando ela recusou suas atenções, ele a perseguiu. Tentando escapar, ela tropeçou em uma serpente que a picou e a matou. Por causa disso, as ninfas, companheras de Eurídice, fizeram todas as suas abelhas morrerem.

Orfeu ficou transtornado de tristeza. Levando sua lira, foi até o Mundo dos Mortos, para tentar trazê-la de volta. A canção pungente e emocionada de sua lira convenceu o barqueiro Caronte a levá-lo vivo pelo Rio Estige. A canção da lira adormeceu Cérbero, o cão de três cabeças que vigiava os portões; seu tom carinhoso aliviou os tormentos dos condenados.

Finalmente Orfeu chegou ao trono de Hades. O rei dos mortos ficou irritado ao ver que um vivo tinha entrado em seu domínio, mas a agonia na música de Orfeu o comoveu, e ele chorou lágrimas de ferro. Sua esposa, a deusa Perséfone, implorou-lhe que atendesse ao pedido de Orfeu. Assim, Hades atendeu seu desejo. Eurídice poderia voltar com Orfeu ao mundo dos vivos. Mas com uma única condição: que ele não olhasse para ela até que ela, outra vez, estivesse à luz do sol.

Orfeu partiu pela trilha íngreme que levava para fora do escuro reino da morte, tocando músicas de alegria e celebração enquanto caminhava, para guiar a sombra de Eurídice de volta à vida. Ele não olhou nenhuma vez para trás, até atingir a luz do sol. Mas então se virou, para se certificar de que Eurídice estava seguindo-o.

Por um momento ele a viu, perto da saída do túnel escuro, perto da vida outra vez. Mas enquanto ele olhava, ela se tornou de novo um fino fantasma (ou em outras versões uma estátua de sal), seu grito final de amor e pena não mais do que um suspiro na brisa que saía do Mundo dos Mortos. Ele a havia perdido para sempre. Em total desespero, Orfeu se tornou amargo. Recusava-se a olhar para qualquer outra mulher, não querendo se lembrar da perda de sua amada. Furiosas por terem sido desprezadas, um grupo de mulheres selvagens chamadas Mênades caíram sobre ele, frenéticas, atirando dardos. Os dardos de nada valiam contra a música do lirista, mas elas, abafando sua música com gritos, conseguiram atingi-lo e o mataram. Depois, despedaçaram seu corpo e jogaram sua cabeça cortada no Rio Hebrus, e ela flutuou, ainda cantando, "Eurídice! Eurídice!"

Chorando, as nove musas reuniram seus pedaços e os enterraram no Monte Olimpo. Dizem que, desde então, os rouxinóis das proximidades cantaram mais docemente do que os outros. Pois Orfeu, na morte, se uniu a sua amada Eurídice.

Quanto às Mênades, que tão cruelmente mataram Orfeu, os deuses não lhes concederam a misericórdia da morte. Quando elas bateram os pés na terra, em triunfo, sentiram seus dedos se espicharem e entrarem no solo. Quanto mais tentavam tirá-los, mais profundamente eles se enraizavam. Suas pernas se tornaram madeira pesada, e também seus corpos, até que elas se transformaram em silenciosos carvalhos. E assim permaneceram pelos anos, batidas pelos ventos furiosos que antes se emocionavam ao som da lira de Orfeu, até que por fim seus troncos mortos e vazios caíram ao chão.

(Fonte: Wikipédia)

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Azul


Azul...

Entre as cores do arco-íris,
Escolho o azul
Cor do céu, dos loucos
Loucos de amor...
Que viajam em suas nuvens,
Desenhado a paz, seu sabor
Cor do mar e seu balançar
Onde os loucos a velejar...
Distraídos, sonham sem parar
Felizes, vivem a amar
Amar e voar
Voar e amar...
Fantasia eterna, criança feliz. "

(Natália Oliveira, Aline Cristiane, Maiara Guedes, Vanessa Serafim, Paula Hanser e Lais Monteiro)

Este poema foi feitos por meninas lindas que tem amores em comum...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Caminhos Cruzados



Estava no domingo deitada no sofá com meu ado de maresia.. quando alguém na rua aumenta um som.. ao contrário do que seria normal na cidade do Salvador, não foi um pagodão, nem um arrocha que tomou conta rua..e sim o João..

Aquela voz mansa e gostosa.. cantando ao violão.. o vento fresco de inicio da tarde.. envolta num abraço gostoso.. o que mais eu poderia querer de um domingo?
E o joão cantarolava...


Quando um coração que está cansado de sofrer
Encontra um coração também cansado de sofrer
É tempo de se pensar,
Que o amor pode de repente chegar

Quando existe alguém que tem saudade de outro alguém
E esse outro alguém não entender
Deixe esse novo amor chegar,
Mesmo que depois seja imprescindível chorar

Que tolo fui eu que em vão tentei raciocinar
Nas coisas do amor que ninguém pode explicar
Vem nós dois vamos tentar,
Só um novo amor pode a saudade apagar

(Tom Jobim e Newton Mendonça)

E hoje descubro que o sr. João Gilberto vai se apresentar na terrinha.. para os amantes de uma boa bossa nova..

João Gilberto em Salvador
Quando: 5 de setembro (sexta-feira), às 21h
Onde: Teatro Castro Alves, Pça. Dois de julho, s/nº
Quanto: Platéia I – R$ 180,00 (inteira) – R$ 90,00 (meia) / Platéia II – R$ 100,00 (inteira) – R$ 50,00 (meia) / Platéia III – R$ 30,00 (inteira) – R$ 15,00 (meia)


Vendas a partir do dia 26

sábado, 5 de julho de 2008

Para mim...


Tua voz, tão mansa...
me encanta
e balança...
...eu tento...
juro que tento,
na canção do vento,
num sutil alento,
ouvir a tua voz,
serena como o mar...
que me faz cantar...
sonhar...
viajar...
divagar por entre fantasias...
Ao som da sua calma e firme, voz.
Que enche minh'alma,
de alegria...
e poesia.
Então te escrevo,
descrevo,
em relevo,
palavras acervo...
minha doce assucena,
da tez morena,
gentil e serena,
de beleza helena...
és minha pequena,
Que toda faceira...
Como uma feiticeira...
me faz encantar,
querer te beijar,
acariciar...
tuas mãos e ouvir a tua voz,
Tua doce voz...
Que me embala, e cala,
Que me ensina e nina.
Me faz viajar...
Por isso és alguém,
do meu coração,
que com simplicidade,
se faz presente...
e me faz sentir...
como há muito já não sentia..

(Ismael Filho)

Esse poema foi escrito para mim..há alguns anos..por uma pessoa muito especial em minha vida. Alguém que me acompanha há quase 5 anos e que eu amo muito! Meu bichinho, meu dudu.. :D

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Certas Coisas



Não existiria som se não
Houvesse o silêncio
Não haveria luz se não
Fosse a escuridão
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim
Cada voz que canta o amor
Não diz tudo que quer dizer
Tudo que cala fala mais
Alto ao coração
Silenciosamente
Eu te falo com paixão
Eu te amo calado
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncio e de luz
Nós somos medo e desejo
Somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas que eu não sei dizer...


(Lulu Santos)